Bodas de Prata de Olga Lenz Pedde e Leonhard Pedde

Bodas de Prata de Olga Lenz Pedde e Leonhard Pedde
Bodas de Prata de Olga Lenz Pedde e Leonhard Pedde - 31/07/1957

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Família Janke - Década de 20 - Volínia - Ucrânia

Conta Alfred Janke.
Em 1928 meus pais quiseram emigrar para o Canadá, mas não conseguiram o visto
Outros parentes já tinham ido para o Canadá e também para a Argentina.
A razão de nossa saída era que as autoridades soviéticas determinaram que cada colono entregasse um percentual de toda produção ao governo.
O pior era que bandos a cavalo (bolcheviques), que se diziam do governo, chegavam, levando animais, cavalos, bois, aves, etc... e não havia como protestar.
Compilado de carta enviada por Alfred Janke a Virginia Less em 2002.
Cópia enviada por sua filha Ilka Janke, Dezembro de 2007.

Harbin - China - 1931 - Adolf Lenz e Leonhard Pedde

Harbin. Limpeza de fossa. Escada. Homens na escada. O último é o Adolf Lenz.
Leonhard Daniel Pedde esta no lado de fora. Gás. Tonteira. Caiu um. Daniel vê os fatos acontecendo. Segura o velho Adolf. Puxa-o para fora, desmaiado. Os outros. Não houve tempo. Faleceram! No acidente faleceram os Kronberg - pai e filho e o Sr. Stibner. Todos eram zeladores do alojamento fornecido pela Igreja Luterana em Harbin para os refugiados russo-ucranianos.
Estória completada com base em informações de Alfred Janke - "Carta a Virginia Less" - datada de 2002. Cópia fornecida por Ilka Janke por especial deferência de seu pai, Dezembro de 2007.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Alfred Janke - 1930 - Harbin - China

A família Janke chegou em Harbin em Agosto de 1930 (por confirmar).
Os Golnick ( Reinhardt e Herbert) e os Würch (Ludwig), do qual os Janke tiveram notícias, ainda na Ucrânia, haviam chegado antes.
Logo na chegada, ainda com valores suficientes, foi alugada casa em conjunto com os Golnick. Mais tarde, exauridos os fundos procuraram ajuda junto a comunidade Luterana em Harbin (Pastor Kastler) e o Consulado Alemão que proporcionaram alojamento coletivo, na rua "Madigo". Os zeladores designados eram os Kronberg (pai e filho) e o Sr. Stibner.
Como professor para os filhos dos refugiados foi designado Reinhard Holz.
Mais tarde, tendo aumentado o número de refugiados, foi criado segundo alojamento e designada a professora Berta Neumann, mãe de Nicolai e Adelina Neumann.
Compilado de carta enviada por Alfred Janke a Virginia Less em 2002. Cópia enviada por sua filha Ilka Janke, dezembro de 2007.

August Janke - Volínia - Ucrânia - Década de 20

August Janke, tio de Alfred Janke, tentou ajudar judeu vendedor pracista.
Foi preso pelos Bolcheviques e deportado para a Sibéria.
Nunca mais houve noticias do mesmo.
Compilado de carta enviada por Alfred Janke a Virginia Less em 2002. Cópia enviada por sua filha Ilka Janke, dezembro de 2007.

Alfred Janke - 1929 - A Fuga

Alfred Janke, o terceiro filho de Eduard e Ida Janke, nascida Würch, natural de Neumanufka, Volínia, Ucrânia, empreendeu a longa saga desde a União Soviética até o Brasil, em conjunto com a sua família.
Conta Alfred Janke, em pequeno resumo de sua vida, que seu tio Karl Janke, seu pai Eduard em conjunto com Albert Bauer, resolveram fugir da União Soviética, via China Continental.
O pai Eduard era professor e detinha o direito de viajar pelo território da União Soviética com o objetivo de alfabetizar colonos russos adultos. As aulas deveriam ser ministradas no período noturno.
Deslocaram-se, de início em carroças até "Pulin" onde tomaram trem passando pelo rio Amur. De vila em vila, de cidade em cidade, chegaram até a fronteira russo-chinesa, demarcada pelo rio Ussuri, que foi ultrapassado de barco. No outro lado da fronteira, duas carroças já contratadas transportaram os fugitivos, apenas durante a noite, até a estação de trem mais próxima. De trem chegaram até Harbin.
Compilado de carta enviada por Alfred Janke a Virginia Less em 2002. Cópia enviada por sua filha Ilka Janke, Dezembro de 2007.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Emília (Mila) Kolmetz - Harbin - 1930/1932

Olga Lenz - Amo - trabalhou como doméstica com várias famílias em Harbin no período 1930/1932. De suas lembranças consta o nome de uma família - "Kolmetz". O Sr. Kolmetz era de origem alemã enquanto a esposa era russa. Trabalhava na área contábil de empresa em Harbin. A filha do casal - Emília - apelidada de "Mila" - falava perfeitamente o alemão e o russo. Tinha nove anos na época em que a Amo serviu em sua casa - teria em torno de 85 anos hoje. "Mila" frequentava escola russa em Harbin. A residência dos Kolmetz ficava em um prédio semelhante a um atual prédio de apartamentos, porem com saída independente para cada família. Amo trabalhou três meses a serviço da família.

Apos a saída da China. Nunca mais teve notícias da família ou de Emília.

Estória com base em relato de Olga Lenz Pedde - Amo - em 6/12/2007.

Harbin - China - 1932

Apo - Leonhard Pedde - passeava por Harbin.
Repentinamente deparou-se com patrulha militar que trazia prisioneiro Chinês amarrado.
Por ordem do Oficial em comando o prisioneiro foi colocado contra uma parede e imediatamente formado pelotão de fuzilamento. Uma ordem, uma sequência de disparos e o cérebro do prisioneiro espalhava-se por todos os lados.
A execução sumária deu-se propositalmente em frente a pequeno grupo de curiosos que se formara.
Estória reproduzida por Edith S. - Novembro de 2007 - com base nas lembranças do testemunho de seu pai Leonhard Pedde.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O Rádio Schaub

Paul Bartz comprou um Rádio Schaub. Orgulho da turma. Logo após, não sem sacrifícios, Leonhard Pedde comprou também um radio Schaub. Pelo que foi relatado existiam na época apenas cinco rádios do tipo em Porto Alegre. 1941/1942. E, evidentemente, o esporte noturno consistia em ouvir o tal rádio.
Declarada a Guerra entre o Brasil e a Alemanha, passou a existir restrição legal quanto a ouvir rádios e os rádio-ouvintes colocavam no mais baixo som possível.
A turma de ouvintes na casa do Apo(Leonhard Pedde) eram (normalmente) o velho Adolf Lenz, Leonhard Pedde, Otto Netzlaff e Adoline Lenz. Em ocasiões especiais a turma aumentava... Otto Netzlaff era o geógrafo da turma. Estava sempre olhando no atlas e confirmando os relatos radiofônicos.
Adoline Lenz ficava tricotando enquanto ouvia. Edith S. ficava ao lado da avó, aprendendo a tricotar.
Daquela época ainda restam duas cadeiras.
Relato com base em declarações de Edith S. - Outubro de 2007.

Ema Rosenberg Nätzel (Jobs)

Ema, tia de Olga Lenz Pedde casou-se com o Sr. Nätzel, ainda na Volinia antes de 1914.
Ficou viúva quando já tinha três filhos, Otto, Alma e um terceiro não identificado até a presente data.
Casou-se novamente com Adolf Jobs que também era viúvo e tinha filhos.
Por ocasião da "verschikung" (desterro) 1914/1915 foram enviados para a Sibéria e nunca mais se ouviu falar da família.
Informação passada por Olga Lenz Pedde - outubro/novembro 2007.
Nota: Para saber mais leia as pequenas histórias publicadas nos meses de Setembro e Outubro no presente Blog.

Harbin - China - Colonialismo

China - Harbin - 1931/1932.
Apo, Leonhard Pedde, andando na calçada. Rua sem calçamento, terra.
Chinês andando na rua, desviou de local com barro e subiu na calçada. Inglês que vinha atrás, ficou enfurecido com a "ousadia" do cidadão que resolvera andar pela calçada e chutou-lhe o traseiro com tamanha força que este foi ao chão, não sem urros de dor.
Tamanhas humilhações eram normais na Harbin colonial dos anos 30.
Estória reproduzida por Edith S. - Novembro de 2007 - que a ouviu várias vezes de seu pai Leonhard Pedde.
Nota:
A respeito de Harbin e a criação do Nacionalismo - http://chinaperspectives.revues.org/document651.html

Blackout 1942/1945 - Porto Alegre

Porto Alegre - rua Carlos Von Koseritz Os Pedde e os Lenz moravam próximos. Ordem de blackout total na cidade. Ninguém podia ligar a luz ou sequer ter velas na janela. O pessoal - fechava as janelas com cobertas e tratava de fazer passar o tempo jogando cartas. Eventualmente as crianças desavisadas deixavam uma porta aberta.
A reação dos vizinhos era imediata: - O "quinta coluna", desliga a luz!!!!
As estórias do blackout demonstram a paranóia que grassava entre as autoridades que se irradiava para a população. Supunham a iminência de um ataque "inimigo" ....
Estória com base nas lembranças de Edith S. - novembro de 2007.

Apo - Leonhard Pedde -1942

Agosto de 1942, navios brasileiros foram torpedeados. Brasil declarou Guerra a Alemanha. Porto Alegre e as demais capitais do Brasil viveram horas de total anarquia com tentativas de saques e destruição de estabelecimentos tradicionais do centro, cujos proprietários eram de origem alemã.
A Renner na Otávio Rocha foi atacada pela multidão, destruíram as vitrinas de cristal e entraram na loja. Apo - Leonhard Pedde - olhando da esquina da Otávio Rocha viu coisas inacreditáveis.
Sujeito tinha uma pilha de sapatos na sua frente - sapatos do mais fino couro "cromo alemão" - tomara de uma tesoura e cortava os sapatos. A pilha já estava grande, o sujeito suava as bicas e continuava cortando os sapatos.
História reproduzida por Ingo S. com base nas lembranças da estória contada pelo Apo.
Para saber mais:

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Batatas - 1919

Eu tinha onze anos de idade. Isto foi após o retorno de Orenburg, União Soviética. Em Ostrufka, Volínia, na atual Ucrânia.

Nós fomos colher as batatas. Minha mãe, minha tia e eu, entre outros.

Tínhamos que escavar as batatas com enxada, colher com as mãos e colocar em cestos. As batatas pequenas eram para os porcos, as grandes eram guardadas para alimentação.

Eu era muito fraca. Não conseguia acompanhar a minha tia e a minha mãe que cavavam e colhiam duas carreiras ao mesmo tempo. Eu cavava uma, mesmo assim era demais. Durante a noite fiquei com febre, em razão do esforço.

Nós haviamos voltado da Verschickung (desterro). Isto foi por volta de outubro/novembro de 1919. Outono em Ostrufka. Nas terras que pertenceram ao meu avô.

Os russos haviam ocupado as terras a as instalações da colônia. O meu avô fez um contrato de colheita com eles.

Para cada linha (furche) de batatas colhidas, os colhedores tinham direito a um cesto de 20/30kg de batatas. As linhas tinham em torno de 100 metros de comprimento.

Os russos nos deixaram colher e conseguimos batatas para sobreviver ao inverno. O meu avô, posteriormente, encontrou uma área em Grüntal que não havia sido ocupada pelos russos. A casa nos serviu de residência até a volta do meu pai - Adolf Lenz - ao findar do ano de 1919.

O avô August Rosenberg, ficou em Grüntal até a volta dos verdadeiros proprietários, quando fixou residência em outra colônia localizada em Olefsk. Onde permaneceu até o seu falecimento por volta de 1930.

Como já contado nos saímos da Volínia em 1929.

Olga Lenz Pedde - setembro de 2007.

sábado, 13 de outubro de 2007

Adolf Lenz - 1919 - O retorno à vida civil

Ao findar do ano de 1919 Adolf Lenz foi libertado na Alemanha e voltou para a Ucrânia.
Ao chegar em Neumanufka na Volínia foi obrigado a caminhar 30km a pé, até Grüntal. Como consequência, incharam-lhe os pés.
Em Grüntal, a vila onde os Lenz e os Rosenberg estavam morando, as crianças Olga e Jonathan Lenz não o reconheceram. Estivera seis anos afastado da família.
Olga Lenz tinha 11 anos em 1919 e lhe foi ordenado lavar os pés do pai. Lembrança que mantém até a data atual. Afirma que envergonhou-se sobremaneira do ato.
Relembrando o retorno do pai, Olga Lenz Pedde suspirou e disse:
- Não foi bonito. Foi uma tragédia. Milhares de crianças não viram mais o pai. Nós tivemos sorte!
- Minha mãe recebia no periodo de Guerra uma pensão militar do governo russo. "Jalivania" era o nome russo.
Adolf Lenz, imediatamente, retomou suas atividades civis. Alugou dependência de casa em Grüntal onde sua família foi acomodada. Construiu uma pequena fundição. Passou também a consertar relógios.
Conta Olga Lenz que o seu pai, trabalhou apenas quatro meses em uma fundição, como aprendiz. No entanto, era um exímio mestre fundidor, ferreiro, artesão, construtor de instrumentos musicais e inclusive relojoeiro!!! Constam no acervo da família vários instrumentos contruídos por Adolf Lenz já no Brasil, desde alicates até pequenas chaves de fenda.
Antes do início da 1a. guerra a família tinha encaminhado os papéis para emigrar para os Estados Unidos onde já se encontrava a mãe de Adolf Lenz. Haviam, inclusivo, vendido a casa em Bolarke.
Segundo historiadores, um terço dos alemães da Volínia sucumbiram nos confins da Síbéria no periodo da "verschikung" - 1915/1919.
Nos anos seguintes os bolcheviques procuravam bens e valores nas casas dos colonos. Inobstante a existência de relatos de atrocidades e assassinatos, neste periodo - 1919/1929 - , o núcleo da família Lenz/Rosenberg não sofreu qualquer violência física. No entanto, Blondine Rosenberg faleceu vitimada pelo tifo em 1920. Tios, tias e primos de Olga Lenz Pedde desapareceram na Sibéria. Fatos que serão relatados em outros episódios.
Considerando a longa saga da família, é quase um milagre que o núcleo familiar dos Lenz nada tenha sofrido. É como se estivessem sempre protegidos. Talvez a profunda religiosidade os tenha amparado.
Certa ocasião Adolf Lenz estava com 16 relógios guardados sobre a mesa, em uma pequena caixa que fizera. Todos os relógios tinham-lhe sido entregues para reparo. E, então vieram os bolcheviques e revistaram toda a casa. No entanto, após minuciosa busca em todas as dependências da casa, não enxergaram a caixa que estava sobre a mesa da sala!!!!
- Das wahr ein Leben! (Isto foi uma vida!)
Baseado em relato de Olga Lenz Pedde em setembro de 2007.

Adolf Lenz - Prisioneiro de Guerra - 1917/1919

Na segunda casa em que Adolf Lenz permaneceu como prisioneiro de guerra na Alemanha.

Como já contado, Adolf Lenz fora soldado russo tendo sido feito prisioneiro de guerra pelas forças da Alemanha. Remetido para a Alemanha, em seu periodo inicial como prisioneiro de Guerra teve sérios problemas de alimentação, quando sob a custódia de seu próprio tio, irmão de sua mãe - o Sr. Felske (a Amo não lembra o primeiro nome).

Os Felske tinham dois filhos que estavam na Guerra, engajados como soldados alemães. A eles a Sra. Felske remetia assados de porco, pelo Correio!

Como Adolf Lenz estava sucumbindo, em razão da alimentação, escreveu uma carta para o órgão encarregado dos prisioneiros de Guerra, recebendo imediata resposta e encaminhado para outro local.

O segundo periodo, como prisioneiro de guerra, deu-se em área rural do interior da Alemanha. Existe uma fotografia do periodo, em que Adolf Lenz aparece com dois outros prisioneiros de guerra.

No segundo local o proprietário, responsável pela custódia, tratava bem os prisioneiros, dando-lhes assados de pombas (Dufkes - Täubchens) que na verdade eram gralhas!!!

Dizia Adolf que as gralhas eram bem saborosas ...

Aonde a proprietária e guardiã dos prisioneiros pegava as gralhas é uma incógnita. Presume-se que montava armadilhas.

Considerando as agruras pelas quais o povo alemão passava em virtude da Guerra, as soluções criativas no tocante ao assado de gralhas não pode ser censurado!

Relatado por Olga Lenz Pedde em setembro de 2007.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A "wilde Jagd" (caça selvagem)

Volínia, divisão administrativa da atual Ucrânia.

Alto inverno, noite tardia, neve espessa e gelo.

E lá vinha Jacob Rosenberg. Era o irmão de August Rosenberg. Caminhava de uma vila vizinha e ia para casa. Já estava casado na época.

Jacob ouviu ao longe o tropel de cavalos, latidos de cães e o som de cornetas de caça.

O barulho avançava de forma rápida. Jacob Rosenberg correu a abrigar-se em celeiro, ficando de costas contra a parede. O barulho ficou ensurdecedor e algo o comprimiu contra a parede. Uma sombra passou por Jacob. E, repentinamente tudo cessou. Jacob, acalmados os nervos, foi para sua casa que estava próxima.

Jacob sempre fora um cético que não acreditava em tais "coisas". Mesmo assim, testemunhou tal fenômeno, denominado "Die wilde jagd" (alemão) ou "wild hunt"(inglês) .

A estória fora recontada há muitos anos por Adoline Lenz sobrinha de Jacob Rosenberg e mãe de Olga Lenz Pedde.

Para saber mais consulte a literatura especializada atinente às lendas e o folclore do Centro-norte Europeu ou os seguintes "sites"

1) http://de.wikipedia.org/wiki/Wilde_Jagd (em alemão) ;

2) http://en.wikipedia.org/wiki/Wild_Hunt (em inglês) ;

3) http://www.vinland.org/heathen/mt/wildhunt.html (em inglês).

Notas:
1) A lenda, folclore ou fenômeno parapsicológico, apresenta semelhanças em todas as culturas regionais europeias, desde a Espanha até os Urais.
2) O compositor Franz Lizt deu a uma de suas composições - Transcendental Etude No. 8 (Liszt) - o nome de "Wilde Jagd" - a respeito http://en.wikipedia.org/wiki/Transcendental_Etude_No._8_%28Liszt%29 e http://en.wikipedia.org/wiki/Transcendental_Studies . Para ouvir procure o endereço You Tube http://youtube.com/watch?v=XQrbH8u_JI8

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Balada de um Soldado

Balada de un Soldado

baseado no cancioneiro Espanhol "Madre anoche en las trincheras" da autoria de um anônimo.

Autora Mafalda Veiga - fonte: http://paginas.fe.up.pt/~fsilva/mafalda/letras/Balada_de_un_Soldado_eng.htm

Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José

Balada de um Soldado

tradução para o português

Mãe, ontem à noite nas trincheiras,
Entre o fogo e a metralha
Vi um inimigo correr
A noite estava cerrada,
Eu apontei com meu fuzil
E quando que eu disparava
Uma luz iluminou
O rosto que eu matava
Pregou seu olhar em mim
Com os olhos já vazios

Mãe, sabes quem matei?
Aquele soldado de inimigo
era meu amigo o José
companheiro da escola
com que tanto eu brinquei
aos soldados e trincheiras

Hoje o fogo era verdade
E meu amigo já é enterrado
Mãe, eu quero morrer
Eu estou farto desta guerra
E se eu voltar a escrever
Talvez o faça do Céu
Onde encontrarei o José
E brincaremos novamente

Mãe, sabes quem matei?
Aquele soldado de inimigo
era meu amigo o José
companheiro da escola
com que tanto eu brinquei
a os soldados e trincheiras

Mãe, sabes quem matei?
Aquele soldado de inimigo
era meu amigo o José

Balada de un Soldado / Ballad of a Soldier

tradução para inglês / english translation

Mother, last night in the trenches
Between the fire and the grapeshot
I saw a foe
running
The night was black,
I aimed with my rifle
And at the time that I shot
A light illuminated
The face that I killed
It nailed its look in me
With the eyes already holows

Mother, do you know who I killed?
That enemy soldier
was my friend José
a school mate
the one who so much I played with
about soldiers and trenches

Today the fire was real
And my friend is already buried
Mother, I want to die
I am fed up with this war
And if I write again
Maybe i do it from Heaven
Where I will find José
And we will play again

Mother, do you know who I killed?
That enemy soldier
was my friend José
a school mate
the one who so much I played with
about soldiers and trenches

Mother, do you know who killed?
That soldier enemy
was my friend José

domingo, 7 de outubro de 2007

As cegonhas





1913/1914 - Ucrânia, Volínia, Bolarke

Meu avô, - August Rosenberg - tinha no telhado do celeiro em Bolarke sempre uma família de cegonhas nidificando.
O ninho era bem grande.
Elas voltavam ano após ano, com suas penas brancas e pretas. Não desciam no terreiro onde estavam os cachorros.
Ovos eram postos e chocados. E aí eu via as cegonhas pequenas sendo tratadas pelo casal adulto!
Buscavam comida no rio onde permaneciam grande parte do tempo.
As cegonhas adultas eram do tamanho de um ganso, tinham pernas compridas.
Era muito bonito quando os bandos de cegonhas chegavam na primavera. E, também, quando os bandos juntavam no outono para irem embora.
Voavam em bandos, eram muitas.

Nós brincávamos cantando esta canção:

Storch, Storch,
Klapper Schnabel
mit der langen Offengabel,
Flüge jetzt über Bäckers Haus,
Bring uns gleich
drei Wecken raus,
Mir eine, dir eine,
nur dem Bösen Lorenz Keine!

Livre tradução:



Cegonha, Cegonha,
Bico batedor
com o grande garfo de fogão,
Voe agora sobre a casa do padeiro,
Traga três pãezinhos,
Um para mim, um para ti,
Apenas para o mau Lorenz, nenhum!

Olga Lenz Pedde 05/10/2007

Cegonhas

Cegonhas - Ponta da Erva - Lisboa - Portugal - 2007 - crédito FxLopes - Flikr - http://www.flickr.com/photos/65979597@N00/1327843749/

Licença CC - Creative Commons - http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.pt Vedada a utilização comercial. Permitida a divulgação desde que preservada a autora.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Lobo Curioso



Volínia, Ucrânia, por volta de 1872.





O meu avô August Rosenberg contou.



Era inverno cerrado, Volínia, Ucrânia. Os lobos uivavam.



A família Rosenberg morava em cabana de barro.



Então, um lobo olhou pela janela da cabana!



Fotografia: Public-Domain-Bild (alt) (Wikipédia)

Olga Lenz Pedde 04/10/2007.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Holocausto Ucraniano é lembrado no Congresso Nacional

As vitimas do genocídio cometido contra a população da Ucrânia, foram lembradas, no Congresso Nacional.Consta aprovada, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, um requerimento de moção que reconhece como genocídio as atrocidades cometidas na Ucrânia. A moção segue agora para o Governo Federal para o devido registro do reconhecimento.O “Holodomor”, também conhecido como “Grande fome da Ucrânia”, ocorreu durante os anos de 1932 e 1933, durante o governo de Stalin, e estima-se que neste período, milhões de pessoas tenham sido deliberadamente levadas à morte pela fome.O reconhecimento como genocídio ou crime contra a humanidade já foi oficializado nos seguintes países: Estados Unidos, Canadá, Estônia, Argentina, Austrália, Itália, Hungria, Lituânia, Geórgia e Polônia.

Fonte:http://pt.wikinews.org/wiki/Holocausto_Ucraniano_%C3%A9_lembrado_no_Congresso_Nacional - Wikinews.

Para saber mais. Busque em:

1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Holodomor

2) http://pt.wikipedia.org/wiki/A_posi%C3%A7%C3%A3o_da_comunidade_internacional_em_rela%C3%A7%C3%A3o_ao_Holodomor